quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FORMAÇÃO HUMANA PARA O AMICI CHRISTI

MASTUBAÇÃO: MESTRA DO EGOISMO


1. O que é masturbação?

A masturbação é o prazer provocado pela própria excitação dos órgãos sexuais, sem que exista nenhum contato com outra pessoa. É por isso que se chama significativo ato solitário. Geralmente é acompanhado por estímulos visuais, táteis e imaginativos.

2. Em que idade se apresenta com frequência a masturbação?

Esta se apresenta com mais frequência entre doze e os dezoito anos, mas também pode persistir até os trinta. A partir desta idade é menos frequente e talvez revele então uma personalidade imatura, centrada em si mesma. À medida que passa o tempo, o caráter anômalo dessa prática torna-se mais grave.

3. Qual a motivação mais profunda de uma masturbação habitual?

A motivação mais profunda é em muitos casos a fuga, conflitiva e dolorosa, de uma existência para a qual não se encontra sentido. Entre jovens que fracassaram no estudo e no trabalho, que vivem uma atmosfera de conflito, refugiando-se num estado de permanente descarga nervosa, é comum a tendência ao desanimo, ao absoluto desinteresse seja pelo que for: “nada importa nada”; o que outros leva ao álcool e à droga, leva-os à masturbação. (M. Benzo, Algunas cuestiones de ética sexual. Madri: BAC popular, 1976, p. 134).


4. Deve-se considerar, então, a masturbação como uma anomalia?

Do ponto de vista psicológico, a ciência nos diz que a masturbação bloqueia o desenvolvimento da personalidade a caminho da sua maturidade, deixando-a na etapa da puberdade ou adolescência (...), provoca sentimentos de culpa, sentimentos de vergonha por não ser capaz de dominar essa tendência, e vivencias de autodesprezo ou desvalorização. Também conduz a situações de isolamento e egocentrismo. Esta satisfação egoísta e solitária contradiz uma das premissas básicas de uma sexualidade madura: doação a outrem, a comunhão, a participação física, afetiva e espiritual. (Enrique Rojas, Enciclopedia de la sexualidade e de la pareja. Madri: Ed. Espasa Calpe, 1991, p. 88).


5. Que diz, concretamente, a psicoterapia nesse sentido?

·         A masturbação é sempre, e especialmente no adulto, uma manifestação de pouca maturidade no desenvolvimento da personalidade, já que se produz porque não se alcança um nível adequado de autocontrole.
·         A masturbação, psicologicamente, degrada quem a pratica. Rebaixa a conduta. E, além disso, contraria de certo modo a dignidade do homem. Por isso é tão frequente que venha acompanhada de sentimento de culpa e vergonha, inclusive em pessoas que não têm crenças religiosas ou que, tendo-as, são vagas e difusas.
·         A longo prazo, se isto não se corrige, torna esse sujeito mais metido em si mesmo, egoísta, dando voltas sempre aos seus problemas e incapaz de estabelecer relações de entrega  e doação de si mesmo com outros.



 6. Que outras consequências pode ter a masturbação?

A masturbação pode criar uma vicio difícil de superar, que enfraquece a força de vontade e algumas vezes pode desgastar o organismo.


7. A masturbação deve ser considerada um pecado grave?

Quando o ato é voluntário e há consciência plena da sua maldade, a masturbação é um pecado grave. Foi considerado sempre assim pela moral católica porque afeta o processo do próprio ato gerador da vida. o prazer sexual, com efeito, foi reservado pelo Criador para facilitar a relação procriadora entre o homem e a mulher. Se a masturbação é um pecado grave deve-se ser confessado no sacramento da confissão.


8. Como superar a masturbação?
Para superar a masturbação, devem utilizar-se meios humanos e meios espirituais.
                     
Meios humanos

Os principais meios humanos recomendáveis são os seguintes:

1-      Conseguir uma informação positiva e completa sobre as finalidades que Deus outorgou as funções sexuais e, em conseqüência, conhecer os motivos que existem para não cair neste erro. Deste modo se chegará a ver tanto a vida sexual côo a castidade como algo natural, bom, positivo e não como algo negativo. O sexo não é algo que deve ser recalcado para a realização integral das pessoas humanas.
2-      Evitar o isolamento, a solidão, a in-comunicação e os hábitos de vida introvertidos e fechados.
3-      Alimentar ideais altos e nobres que motivem a castidade.
4-      Adquirir um círculo estável de amizades.
5-      Fazer exercícios físicos e esportes, especialmente em contato com a natureza.
6-      Evitar a moleza, o comodismo e o excesso de descanso.
7-      Ser sóbrio na comida, na bebida e no sono.
8-      Aproveitar o tempo. Não dar espaço a preguiça. Viver a pontualidade, especialmente na hora de levantar-se.
9-      Disciplinar o corpo e os sentidos (notadamente a vista), a curiosidade e a imaginação.
10-   Robustecer a vontade com pequenos exercícios de renúncia e sacrifício para conseguir o domínio de si mesmo.
11-   Se se observa algo anormal, como uma excitabilidade excessiva, consultar um médico idôneo.
12-   Cultivar o pudor num clima de maturidade.


Meios espirituais?

1-      Conscientizar-se da alta vocação do cristão para a santidade: viver a vida de Cristo, ser outro Cristo.
2-      Tomar consciência da dignidade do corpo humano como templo da Santíssima Trindade.
3-      Compreender que, através das funções sexuais, se coopera com o Criador na perpetuação da espécie humana. A relação sexual chama-se, por isso, significativamente, ato procriador.
4-      Fomentar os amores nobres, especialmente o amor a Cristo e a Maria. Os problemas de pureza de vida são problemas de substituição. Quando um amor bonito e belo domina o coração, a vida afetiva e sensitiva fica serena e satisfeita. Quando, pelo contrário, se deixa o coração vazio, este atrai e chama o que encontra primeiro, as satisfações meramente carnais, para encher o vazio e a sua insatisfação.
5-      Intensificar a vida sacramental, singularmente a confissão e freqüente e a Eucaristia. Esta é um remédio especialmente eficaz porque nela se recebe a própria fonte do Amor.
6-      Crescer na vida de oração, exercitando-se n prática da presença de Deus, que levará, consequentemente, a evitar as ocasiões de tentações.
7-      Negar-se com freqüência em coisas lícitas, por amor a Deus, para conseguir depois superar as ilícitas.
8-      Guardar a imaginação e a vista nas leituras, nas revistas, nos programas de televisão e de praia, nos espetáculos, etc.
9-      Incrementar o amor a Nossa Senhora e pedir a sua intercessão poderosa.
10-   Ter uma orientação espiritual com um sacerdote idôneo.
11-   Não desanimar nunca, sabendo que com esforço pessoal e a graça de Deus o problema será superado.

DARLAN DOS SANTOS
Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil









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